quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PLANTAS AMIGAS! (todas não são amigas?)




TENHA PELO MENOS UMA DESSAS PLANTAS EM SEU JARDIM, EM SUA HORTA OU NO SEU ORQUIDÁRIO.

Todas as nove plantas indicadas, são companheiras, ou seja, quando plantadas, podem repelir insetos e vermes de solo de todo um canteiro, defendendo as plantas vizinhas. São elas:

1) Cravo-de-Defunto (TAGETES patula)

Cravo de Defuno

Essa planta é parecida com a erva-cidreira e de suas folhas é retirado um óleo capaz de deixar os bichos bem longe do corpo e do lado de fora dos ambientes. Tanto poder tem uma razão química: o óleo essencial tem mais de oitenta componentes, entre eles citronelal, geraniol e limoneno, agentes que afugentam moscas e mosquitos.

O cheiro é semelhante ao do eucalipto e, segundo a aromaterapia, tem propriedades tônica, anti-séptica e desinfetante. Além do óleo essencial, é possível encontrar mudas da planta e vários produtos à base de citronela, como loções e sprays, para a pele, e velas e incensos, para a casa. O melhor para ambientes é usar o óleo essencial aquecido em difusor. Siga as receitas a seguir e aproveite os efeitos da citronela no corpo, nos ambientes e no jardim.

2) Citronela (CYMBOPOGUM nardus)


Nome Científico: Cymbopogon winterianus
Sinonímia: Cymbopogon nardus, Cymbopogon confertiflorus, Andropogon ampliflorus, Andropogon nardus, Sorghum nardus
Nome Popular: Citronela, capim-citronela, citronela-do-ceilão (C. nardus), cidró-do-Paraguai, citronela-de-java (C. winterianus)
Família: Poaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Ceilão, Índia, Java
Ciclo de Vida: Perene
Essa planta é parecida com a erva-cidreira e de suas folhas é retirado um óleo capaz de deixar os bichos bem longe do corpo e do lado de fora dos ambientes. Tanto poder tem uma razão química: o óleo essencial tem mais de oitenta componentes, entre eles citronelal, geraniol e limoneno, agentes que afugentam moscas e mosquitos.

O cheiro é semelhante ao do eucalipto e, segundo a aromaterapia, tem propriedades tônica, anti-séptica e desinfetante. Além do óleo essencial, é possível encontrar mudas da planta e vários produtos à base de citronela, como loções e sprays, para a pele, e velas e incensos, para a casa. O melhor para ambientes é usar o óleo essencial aquecido em difusor. Siga as receitas a seguir e aproveite os efeitos da citronela no corpo, nos ambientes e no jardim.
Há quem pergunte se apenas cultivando a citronela no jardim é possível usufruir do poder repelente da planta. A resposta é sim, mas com uma ressalva: para que o resultado seja positivo, é preciso plantar a citronela no caminho percorrido pelo vento, de forma que leve o aroma até o local de onde desejamos manter os mosquitos afastados.

Plante a citronela em jardins e vasos, próximo a portas e janelas. Cada planta, quando desenvolvida, cobre como repelente 50 m². Em um pequeno jardim, cinco moitas são suficientes para afastar definitivamente  mosquitos de qualquer tipo, inclusive o transmissor da Dengue.

Uma outra forma de aproveitar o poder repelente da planta é fazer um chá com as folhas da planta e usá-lo para limpar o chão, passar em parapeitos de janelas, etc.




3) Arruda (RUTA graveolens)


Nome científico
Ruta graveolens L.

Família
Rutaceae

Nome popular
RUDA, ARRUDA-DOS JARDINS, ARRUDA-FÉTIDA, ERVA-DA-GRAÇA, ERVA-DAS-BRUXAS

Origem
Ásia Menor

Parte usada
Folhas, flores

Propriedades terapêuticas
Adstringente, analgésica, antiasmática, antiepiléptica, antiespasmódica, anti-helmíntica, anti-hemorrágica, anti-histérica, anti-inflamatório, antinevrálgica, bactericida, calmante, carminativa, cicatrizante.

Princípios activos
Alcalóides, ácido salicílico livre, álcool metilnonílico, e seus ésteres, matérias resinosas e pépticas, flavonóides, óleo essencial, pipeno, psoraleno, quercitina, ribalinidina, rubalinidina, rutacridona, rutalidina, rutalinium, rutina.

Indicações terapêuticas
Normalização do ciclo menstrual, sarna, piolhos, conjuntivite, leximaniose. Acredita-se que a mais importante virtude da arruda é oferecer maior resistência aos capilares sanguíneos, evitando-se assim possíveis hemorragias. Afecção dos rins, alterações menstruais, ansiedade, asma brônquica, bexiga, calvície, cefaleia, ciática, clerose, conjuntivite, derrame cerebral, dermatite, dores de ouvido, dor intestinal, enxaqueca, flebite, fígado, fragilidade dos capilares sanguíneos, gases, gota, hemorróidas, hipocondria, inchaço nas pernas, incontinências de urina, inflamação, inflamação nos olhos, insónia, limpeza de feridas, nevralgia, olhos cansados, onicomicose, otite, ouvido (feridas e zumbido), nevralgias, normalização das funções do ciclo menstrual (menstruação escassa), paralisia, parasitas (piolhos e lêndeas), pneumonia, prisão de ventre, repelente de insectos (pulgas, percevejos, ratos), reumatismo, sarna, varizes, vermes (oxiúros e ascárides).

Uso Interno
Infusão: 2 a 3 g para 1 litro de água a ferver, deixa-se repousar 10 minutos e toma-se uma chávena 2 vezes por dia.
Essência: 2 a 3 gotas diárias

Uso Externo
Clister: decocção de 8 a 10 g para 1 litro de água e aplicar na forma de clister.
Decocção: 20 g para 1 litro de água, embebe-se um pano no líquido e aplica-se na zona afectada da pele.

Efeitos secundários
É necessário ter muito cuidado pois é uma planta TÓXICA. É venenosa e abortiva. Contra-indicada para gestantes, lactantes, hemorragias, cólica menstrual e sensibilidade na pele. 
Doses elevadas do chá podem causar vertigens, tremores, gastroenterites, convulsões, hemorragia e aborto, hiperemia dos órgãos respiratórios, vómitos, salivações, edema na língua, dores abdominais, náuseas e vómitos, secura na garganta, dores epigástricas, cólicas, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contracção da pupila e sonolência. 
Pode causar fitodermatites, através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar. Nas mulheres pode levar a hemorragias graves do útero. 

Bibliografia: Nunes, João R., 'Medicina popular - Tratamento pelas plantas medicinais', Litexa Editora, Setembro 1999, Chaves, António J. Leal - “Viva Melhor com as Plantas Medicinais” – Edições Une – 2008

4) Capuchinha (TROPAEOLUM majus)

Capuchinha ou cientificamente Tropaeolum majus L pertence à família de Tropaeolaceae. Esta é uma espécie de trepadeira. As flores podem ser amarelas, laranja ou vermelho. Seu fruto tem uma largura de aproximadamente 1 centímetro.
Estudos demonstram que as folhas da capuchinha contém myrosin e um tipo de glicosídeo de enxofre, que é semelhante ao elemento ativo contido no agrião. Além disso, contem: flavonóides clorogênicos, proteínas, carotenóides, aminoácidos, cucarbitain (similar à substância ativa no interior da medula e muitos tipos de minerais inorgânicos como o enxofre, ferro, fósforo e magnésio). Os cientistas também extraíram uma substância química chamada “tromalid”, que é capaz de resistir as bactérias nocivas que, não causa qualquer impacto negativo sobre a flora microbiana no intestino.
As sementes da capuchinha têm sido usadas como um medicamento por um longo tempo. Ela é usada para tratar bronquite e a urocystitis. Desde 1805, muitas pessoas têm usado as folhas, flores e frutos da plantar para regularizar a menstruação das mulheres. De acordo com a medicina tradicional, Tropaeolum majus L é útil no alívio do calor, expulsando as substâncias tóxicas para fora do organismo, induzindo a circulação do sangue, também é um excelente diurético,  cura a tosse e solifica os vasos sanguíneos.
Algumas pesquisas científicas têm comprovado que a capuchinha é capaz de doenças como: escorbuto, devido à falta de vitamina C;  problemas nos brônquios e do pulmão, que causa a tosse, a gripe e a bronquite crônica, porque o elemento ativo da planta tem um efeito similar ao óleo essencial do alho; as doenças relacionadas ao rim, como o urocystitis e o glomerulite; diminuindo a dor; usado como um medicamento purgativo; estimulante para o crescimento do cabelo; problemas menstruais; retarda o envelhecimento; estimula a função reprodutiva;  evita o risco de câncer porque Tropaeolum majus L tem uma  grande quantidade de flavonóides e polifenóis; ´prevenir a infecção e a inflamação na pele; melhora a visão; excita o sistema nervoso.
5) Alfazema (LAVANDULA angustifolia)



Nomes Populares: Alfazema, lavanda, lavândula, nardo, espicanardo.
Nome Científico: Lavandula angustifolia / família Labiadas.
Planeta: Mercúrio.
Origem: Cresce principalmente nas regiões quentes do Mediterrâneo, encontrada aclimatada e nativa em diferentes pontos do globo. Desde há muito conhecida e utilizada pela Humanidade.
Batizada de nardus pelos gregos, assim batizada por causa de Naarda, cidade síria à beira do rio Eufrates.A tranquilidade e a pureza são inerentes à fragância de alfazema. Perfume fresco e limpo, era o aditivo de banho preferido dos gregos e romanos, e o nome deriva do latim lavare (lavar). Conta-se que a peste não chegava aos fabricantes de luva de Grasse pois eles usavam a alfazema para perfumar o couro. Isso fez com que as pessoas na época andassem sempre com alfazema. Durante as duas Grandes Guerras, a alfazema foi utilizada para limpar os ferimentos; seu óleo vem sendo testado em bandagens cirúrgicas.
Partes usadas: Folhas e flores.
Lendas e Mitos: Bastante utilizada em banhos de purificação.
Características e Cultivo: Subarbusto perene, de 30 a 60 cms de altura,muito ramificado. Folhas opostas, estreitas, verde acinzentadas, com 2 a 5 cms de comprimento. Flores em espigas, que vão do branco, azuis, brancas ou róseas. O caule é quadrado, tornando-se lenhoso a partir do segundo ano, quando deve ser replantada.Cresce bem em solos arenosos e cálcareos. Prefere locais ensolarados e bem drenados, protegidos do vento.
Outras espécies: MLavandula officinalis, L. spica, L. lanata, L.a. Vera, L.dentata, L. stoechas Rosmaninho, L. a. Nana alba.
Propriedades medicinais: Diurética, expectorante, sedativa, antiinflamatória, sudorífica, antiespasmódica, anti-séptica, cicatrizante e colagoga.
Infusão para dores de cabeça e acalma os nervos. Alivia falta de urina, doenças de baço, cãimbras, gota, inapetência, insolação, fraqueza, vômitos, hipocondria,falta de regras, insolação, vômitos. Bom para digestão, dores reumáticas, tosses e resfriados, cistites e inflamações das vias urinárias, facilita a produção e eliminação da bile, combate enxaqueca. Gargarejo com decoção das flores alivia a dor de dente.
  • Infuso- 5 gs de flores em 100 ml de água fervente por 10 minutos. Tomar 3 vezes ao dia, entre refeições.
  • Macerado- 10 gs em 100 ml de azeite, por 4 semanas ou em banho maria por uma hora e deixe macerar no mínimo 7 dias. Tomar 5 gotas como no infuso.
Propriedades cosméticas: Fazer uma água tônica para acelerar a substituição das células nas peles sensíveis e como anti-séptica contra acne. Agente de limpeza e tônico para todos os tipos de pele. Recomendável para peles com acne.
Uma decocção de sumo de pepino com lavanda dá uma boa loção de pele.
Uso caseiro: Fazer com a flor saquinhos para gavetas (espanta traças), almofadas e poutporris. O infuso das flores esfregado no couro cabeludo livra-o de parasitas; alguns veterinários também utilizam para destruir piolhos e outros parasitas. Moscas e mosquitos também não gostam do seu cheiro, poutpourris com lavanda afastam os insetos.
Uso culinário:Flor para aromatizar compotas.
Uso mágico: Na África as flores e folhas são usadas contra maus-tratos maritais. Significa universalmente pureza, castidade, longevidade, felicidade. Dormir sobre ramos de lavanda abranda a depressão.
Aromaterapia: O óleo essencial é usado para cortes, queimaduras, reumatismo, alergias de pele, queimaduras de sol, dor de cabeça,insônia, problemas inflamatórios, brotoeja, artrite, pelas propriedades bactericidas e anti-viróticas. Também é eficaz para restaurar a circulação dos pés. O banho perfumado com óleo essencial de alfazema é excelente tratamento contra a insônia.
Efeitos colaterais: Evitar uso prolongado.Torna-se excitante se usada em dose tóxica.É planta inadequada à água de chimarrão pelo gosto canforado da infusão.




6) Manjericão (OCIMUM gratissimum)


Manjericão (Ocimum basilicum L.)

Descrição e características

manjericão (Ocimum basilicum L., Lamiaceae) é considerada uma planta perene, mas em condições de cortes sucessivos, a espécie apresenta boas produtividades até o segundo ano de cultivo. A senescência da parte aérea é mais rápida em situação de fertilizações pouco freqüentes, baixa disponibilidade hídrica e baixas temperaturas durante o inverno.
As diferentes espécies ou variedades de manjericão podem ser classificadas em função do aroma: doce, limão, cinamato ou canela, cânfora, anis e cravo e também a partir de características morfológicas da planta como: porte, formato da copa, tamanho e coloração da folhagem.
manjericão de cor verde é o mais conhecido, sendo as espécies com folhas avermelhadas mais raras e mais aromáticas.
7) Sálvia (SALVIA officinalis)



Nome: Sálvia
Nome científico: Salvia officinalis
Origem: Mediterrâneo
Família: Lamiaceae
Cilco de vida: Perene
Altura: 10 - 30cm
Época de cultivo: todo ano, exceto épocas de geada
Cultivo: Vasos ou jardim
Usos: Culinária, chás
Descrição: Pequena planta perene subarbustiva, com caules lenhosos, folhas acinzentadas, e flores azuis a violáceas. Faz parte da família das mentas. É nativa da região Mediterrânica e cultivada como erva aromática e medicinal ou como planta ornamental.
Em algumas partes da Europa, especialmente nos Balcãs, a salva-comum é também cultivada para a destilação de um óleo essencial.
Como erva aromática, a sálvia tem um sabor ligeiramente apimentado.
O nome latino salvia, significa "curar". Apesar da eficácia da salvia-comum ser discutível, tem sido recomendada ao longo do tempo para quase todas as enfermidades. As evidências modernas apoiam os seus efeitos como anidrótico, antibiótico, antifúngico, adstringente, anti-espasmódico, estrogénico, hipoglicémico e tónico. Num ensaio duplo-cego, ao acaso controlado com placebo, concluiu-se que a salvia era eficaz no controle de alguns estados de doença de Alzheimer.
A Salvia officinalis é usada desde tempos antigos para afastar o mal, para tratar mordeduras de cobra, aumentar a fertilidade feminina, e mais. A planta tinha uma grande reputação durante a Idade Média, com muitos provérbios referindo-se às suas propriedades curativas e valor. Era por vezes chamada S. salvatrix (Salva a salvadora), e era um dos ingredientes do vinagre dos quatro ladrões, uma mistura de ervas que supostamente protegia da peste. Dioscórides, Plínio, e Galeno todos recomendavam a salva como diurético, hemostático, emenagogo e tónico.


8) Mamona (RICINUS communis)


mamona é planta da família euphorbiáceas. No Brasil, é conhecida sob as denominações de mamoneira, rícino, carrapateira, bafureira, baga e palma-criste. Na Inglaterra e Estados Unidos, pelo nome de "castor bean" e "castor seed". O óleo é o mais importante constituinte da semente de mamona.


9) Urtiga (URTICA dioica)

Urtica dioica subsp. dioica
 

Nome científico Urtica dioica L.

Família Urticáceas

Sinonímia popular Urtigão, urtiga maior, queimadeira

Sinonímia científica U. ComunisParte usada Toda a planta

Propriedades terapêuticas Hemostática, diurética, depurativa

Princípios ativos Vitaminas, ferro, proteínas, acido salicílico e outros elementos.

Indicações terapêuticas Artrite, gota, furunculose, úlceras, sarampo, hemorróidas, resfriados, inflamações da garganta, auxilia no funcionamento do fígado, vesícula biliar e intestinos; quedas de cabelo e caspas. 

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